Tratado do Alto-Mar e a Conservação dos Oceanos
Este Tratado Global dos Oceanos é o primeiro documento jurídico internacional dedicado aos oceanos e as águas internacionais. Foi assinado por 147 países até o momento. Estas assinaturas indicam que estes países formalizaram sua intenção de aderir ao tratado. Para que ele entrasse em vigor era necessário a ratificação de 60 países, com 83 já tendo ratificado (Estados Unidos, Rússia Índia e Reino Unido ainda não fizeram a ratificação). É um instrumento internacional juridicamente vinculante sob a égide da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), após quase duas décadas de negociações o BBNJ Agreenent se torna parte do Direito Internacional aplicável aos países que o ratificaram.
O texto do tratado aborda 4 áreas fundamentais:
- Proteção da Biodiversidade marinha por meio de ferramentas de gestão baseadas em área incluindo a criação de Áreas Marinhas Protegidas (MPAs) nas aguas internacionais.
- Acesso e partilha de benefícios de recursos genéticos marinhos.
- Avaliação de impacto ambiental (EIAs) para grandes atividades que possam afetar os ecossistemas oceânicos.
- Cooperação internacional em construção de capacidades e transferência de tecnologia para conservação e uso dos oceanos.
O tratado apoia metas ambientais globais de proteger pelo menos 30% dos oceanos até 2030 (30 X 30), que está alinhado com o Quadro Global de Biodiversidade e outros acordos ambientais multilaterais.
Agora inicia-se a fase de implementação prática, incluindo a primeira Conferência das Partes (COP) do tratado. É um passo histórico na governança global dos oceanos, desde que haja ética, vontade politica e recursos para as medidas acordadas.

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