Desvendando a Maré Vermelha: Fenômeno que provavelmente provocou intoxicação de mais de 400 pessoas entre o Litoral Norte de Alagoas e Pernambuco esta semana
Nesta quarta-feira(31/01), entre os municípios de Maracaípe e Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco(PE) e na quinta-feira (01/02) na Praia de Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas(AL), centenas de pessoas apresentaram sintomas de intoxicação possivelmente por um fenômeno conhecido como Maré Vermelha ou Floração de Algas Nocivas(FAN). Dentre os sintomas relatados estão: enjoo, diarreia, dores no estômago, tremores, irritação na pele, obstrução nasal, coriza, tosse e dor na garganta.
A Maré Vermelha é um fenômeno natural que desperta interesse e preocupação, provocado pelo crescimento excessivo e descontrolado de algas microscópicas (Floração de Algas Nocivas) que fazem parte do plâncton marinho. Na maioria das vezes esta floração ocorre por algas do tipo dinoflagelados, que pertence a divisão das algas pirrófitas. O nome deriva do grego Pyrrhophyta, que significa da cor de fogo, devido a cor avermelhada. Além dos dinoflagelados, algas cianobactérias e diatomáceas também podem causar este fenômeno. Portanto, não necessariamente a Maré Vermelha é vermelha, o fenômeno pode variar sua coloração entre tons que vão do vermelho ao marrom. A proliferação destas algas podem produzir toxinas prejudiciais a vida marinha e, em alguns casos, para os seres humanos.
Causas:
Toxinas:
- Uma das principais toxinas liberadas pelos dinoflagelados é a saxitoxina, são toxinas com alta neurotoxidade; outras toxinas podem ser o ácido ocadáico e as dinofisistoxinas que podem causar diarreia.
- As toxinas produzidas pelas algas podem ser levadas pelo ar através dos respingos das ondas e do vento (maresia) e causar os sintomas, mesmo que a pessoa não tenha entrado no mar.
- Animais filtradores como ostras e mariscos podem sobreviver ao fenômeno da Maré Vermelha e, posteriormente, transportar as toxinas, contaminando a cadeia alimentar, inclusive o homem. Deve-se evitar a ingestão destes animais durante algumas semanas nas regiões onde o fenômeno foi registrado
- O consumo de peixes contaminados também deve ser evitado.

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