sábado, 3 de novembro de 2012

Marie Currie sua história de lutas e descobertas

Como vimos no POST passado Marie Curie nasceu Marya Salomea Sklodowska, em 1867. Polonesa, filha de professores, a caçula de cinco irmãos, não teve uma infância muito fácil. Quando Marya tinha 11 anos sua mãe, Bronsilawa, morreu vítima de tuberculose e sua irmã mais velha, Zozia,  morreu de febre tifóide. A vida foi dura para toda a família. Apesar dos problemas, Marya  se destacava nos estudos por sua prodigiosa memória. estimulada pelo pai a se interessar por ciência, a menina Marya termina os estudos aos 15 anos, sendo a primeira aluna da turma, recebendo uma medalha de ouro. Como a família passava por problemas financeiros, Marya começou a dar aulas particulares. Nesta época, a Polônia era um país oprimido dividido entre a Rússia e a Alemanha. Não era permitido que mulheres cursassem uma faculdade. Então, Marya  decide trabalhar como governanta em casa de família e acaba se envolvendo emocionalmente com o filho do casal, mas por pressão da família o namoro não vai à frente. A jovem Marya sofre a  ponto de escrever:
"Se outrora sonhei, esses sonhos se evaporaram, estão enterrados, esquecidos. Porque os muros são sempre mais fortes do que as cabeças que tentam rompê-los."


Em 1891, aos 24 anos, Marya  enfim consegue viajar  para Paris, onde se matricula na Universidade de Sorbonne, no Curso de Ciências. A jovem enfrenta muito preconceito e discriminação na faculdade, como mulher e estrangeira. Diplomou-se em 1893 em ciências físicas e começou no laboratório de pesquisa de Gabriel Lippmann. Em 1894, graduou-se em matemática. Frequentando a faculdade, Marya passa a usar o nome Marie. Neste mesmo ano ela conhece o professor Pierre Curie com o qual se casa no ano seguinte passando então a ser chamada de Madame Curie. O jovem casal não possuía bens, mas juntos trabalhavam com extremo afinco no laboratório.  Em 12 de setembro de 1897, nasce Irène Joliot-Curie, a primeira filha do casal (que mais tarde, em 1935, também receberia o Prêmio Nobel de química). Nesta época, Marie Currie  já tinha importantes publicações na área de magnetização do aço temperado.

Juntamente com Pierre, Marie começou a estudar os raios descobertos por Antoine Henri Becquerel. Ele já havia feito estudos sobre o Urânio. Becquerel, havia descoberto que sais de Urânio, ainda que não expostos a luz, emitiam certas substâncias fluorescentes. Depois de intermináveis investigações, Pierre e Marie descobrem a radioatividade  (nome cunhado por Marie Curie em 1898).

As pesquisas realizadas por Marie e Pierre levaram o casal a descobrir dois novos elementos químicos: o POLÔNIO (assim chamado por Marie em homenagem a sua terra natal) e o RÁDIO.


Após isolá-los e descrevê-los, a pesquisa ganhou apoio de outro cientista, Bémont, que ajudou a circunscrever o RÁDIO. Apesar dos avanços nas pesquisas, particularmente as experiências apenas lhes garantiam o sustento básico da família.  O trabalho exaustivo e perigoso, com elementos radioativos, comprometeu a saúde dos cientistas  que já demonstravam cansaço e algumas queimaduras ao manusear o material. As mãos descamavam e eles sentiam os dedos duros e doloridos nas pontas.

A pesquisa do casal abriu um novo caminho a ser explorado na pesquisa científica e médica. Novas descobertas verificaram que células da epiderme, extintas pelo rádio, podem reaparecer em estado parcialmente são. Inicia-se os estudos da radioterapia (ou, como era chamado na época, currieterapia).
Em 1903, Marie obteve o título de Doutora em Ciências Físicas, com menção trés honorable.
O casal Marie e Pierre resolve publicar o resultado de anos e anos de pesquisa, sem nenhuma restrição ou patente, mesmo passando por dificuldades financeiras. Eles acreditavam que se negociassem a sua descoberta estariam ferindo o espírito científico.
Marie e Pierre foram convidados para uma conferência na Royal Institution. Lá Marie se emocionou por ser a primeira mulher a estar ao lado de grandes cientistas como Lorde Kelvin, Willian Crookes e tantos outros.



Ainda em 1903, o casal recebe o primeiro Prêmio Nobel... mas isto eu vou contar em um outro Post... continua na próxima semana.

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