segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PROFESSORES, SOMOS SERES INCOMPLETOS

Todos, sem exceção, somos seres incompletos. A incompletude e o inacabamento faz de nós seres humanos. Compreender a própria existencialidade propicia uma maior consciência do nosso papel como educador. É esse conhecimento que nos leva a buscar e a conhecer o novo. E que bom que não sabemos de tudo, pois que graça teria a vida sem os seus MISTÉRIOS? Em cada novo ano letivo um novo desafio nos é proposto, talvez no mesmo cenário, mas em uma nova turma, um novo contexto com novos e/ou velhos alunos. Muitos destes irão nos amar, outros nem tanto. Alunos NÃO chegam em sala como cadernos em branco onde iremos escrever. Cada um traz escrito a sua história e a sua percepção da vida. Não estamos ainda preparados para as diferenças individuais, mas precisamos compreender que as experiências anteriores e as vivências pessoais é que validam uma aprendizagem significativa. Nesta perspectiva, nos cabe o papel de mediador entre aluno e conhecimento, tornando cada aluno protagonista e autor da própria história. É neste sentido que consiste a intervenção e o papel do professor na prática educativa. Motivar o aluno a aprender, a pensar criticamente, a buscar e escrever como sujeito da própria história. "A aprendizagem está direcionada para um contexto plural, mas a experiência de cada um sempre surge em uma dimensão singular."

domingo, 14 de outubro de 2012

Ensinar é aprender, não é transmitir conhecimentos

Lindo texto de Ivone Boechat
Ensinar é aprender. Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções. A etimologia revela que o substantivo aprendizagem deriva do latim "apprehendere", que significa apanhar, apropriar, adquirir conhecimento. O verbo aprender deriva de preensão, do latim "prehensio-onis", que designa o ato de segurar, agarrar e apanhar, prender, fazer entrar, apossar-se de. Ensinar: palavra latina insignīre, quer dizer "marcar, distinguir, assinalar". É a mesma origem de "signo", de "significado". A principal meta da educação se processa em torno da auto-realização. Logo, ela propõe a reformulação constante de diretrizes obscuras para alcance dos objetivos, comprometidos com a valorização da vida. A educação carimba a sociedade que deseja ter ! O professor, como agente de comunicação, transformou-se num dos mais pobres recursos e dos mais ricos. Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do pedaço, mendiga e se frustra. Quando se apresenta cheio de humildade, de compreensão e vontade de aprender, resplandece e brilha! Os estudantes estão abastecidos por uma carga de informações cuja capacidade de assimilação nem comporta. O ser humano tem potência de semi-deus, com emoções de um mortal. O avanço da era espacial em que vive tornou o homem angustiado pela consciência de sua fragilidade para absorver e superar os desafios à sua volta. É mister que se reestruture o conceito de Escola ou se reconheça a sua derrota. Os que nela atuam não podem continuar a caminhar distantes da realidade, em marcha lenta, porque assim, estão concorrendo para o fracasso. Repetindo uma expressão muito antiga, “a Escola não sabe a força que ela tem.” Deve-se abolir, de imediato, a cultura do supérfluo, selecionando conteúdos mais significantes e atuais. Não se pode contribuir para que o desinteresse se instale e, conseqüentemente, esvazie o espaço da aprendizagem permanente. O educador deve se preparar para estar apto perante a onipotência da máquina, e não se assustar com a sua eficiência. Estar sempre atento aos transbordamentos da ciência e não se embrutecer na resposta. De que valem as "reformas" educacionais, se mudanças radicais não ocorrem? Elas passam, os problemas maiores continuam, gerações se substituem e, no universo de perguntas não respondidas, resultados positivos não se operam, muitas vezes. Os enlatados culturais intoxicam como os outros, se transformam em "pacotes culturais" e saem por aí, empacotando a sensibilidade, a criatividade, que tanto contaminam a educação. Um exemplo? Entende-se barulho como música! Poesia como cafonice, família como utopia, Pátria como sucata. Quem ama educa, educar é educar-se a cada dia, sem a pretensão de preparar para a vida. O poder de adivinhar o futuro o educador não o possui. Ele orienta, para que, em situações imprevisíveis, se processem alternativas. Educar não é ensinar, é aprender. Ivone Boechat é Professora em Niterói/RJ

FELICIDADES

SER FELIZ

sábado, 13 de outubro de 2012

SER PROFESSOR(A)

Crônica: Ser professor(a) - as múltiplas funções dos mestres - Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores... Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas. Estamos sempre tentando. Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção. Cada dia um desafio. Cada aluno uma lição. Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias “não sei o que aqui faço, por que aqui fico?” fica a certeza de que... Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar, Pulsa firme em nossas veias, Professor ama e odeia seu ofício de ensinar. Ofício que arde e queima Parece mágica, ou mesmo feitiço. Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar a realização que vem da alma e não se pode explicar. Não basta ser bom... tem que gostar.
Texto de Soraia Aparecida de Oliveira professora do Ensino Fundamental, Artigo publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 350, setembro de 2004, página 21.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PROFESSOR: PROFISSÃO CORAGEM

O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem
A frase é de Guimarães Rosa,mas descreve perfeitamente o ser PROFESSOR. São muitos os desafios que enfrentamos a cada novo ano e temos que ser corajosos para chegarmos ao final do ano letivo com a mesma determinação que iniciamos.
Ensinar, às vezes, cansa. São tantas pressões que sofremos atualmente: É preciso ensinar a cuidar do Planeta, a respeitar a diversidade, a ser tolerante, a ter responsabilidade social,a ser empreendedor. Ensinar valores, muitas vezes esquecidos pela família, gentileza, generosidade, gratidão, responsabilidade, solidariedade. Ensinar a ler, escrever,interpretar,comparar, sintetizar... UFA!!!
No ambiente escolar, muitas vezes, além de professores somos psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, secretários, e tantos outros PAPÉIS que nos são colocados a PROVA a cada novo dia letivo. A rotina é dura, mas somos corajosos. E por que insistimos na profissão?
Porque acreditamos que podemos FAZER DIFERENÇA na vida do outro, Porque somos idealistas, Porque o futuro passa pelas nossas mãos e o presente exige da gente CORAGEM!

Parabéns aos mestres.