terça-feira, 11 de setembro de 2012

Erva Daninha Danadinha e Disseminação de Sementes


Caminhando semana passada por entre o sítio, fotografei esta planta cosmopolita, ou seja, comum a várias regiões do mundo, conhecida como PICÃO-PRETO. A forma de disseminação das sementes desta planta é bem interessante. Então, fui pesquisar um pouco sobre ela para postar aqui no blog.

CURIOSIDADES: O nome científico do picão=preto é Bidens pilosa. Esta denominação vem do latim,
Bidens
significa dois dentes (na foto você percebe duas ou quatro projeções em cada semente de cor preta) e
pilosa
devido a presença de pelos nas bracteas. Pertencente a Família Asteraceae, esta planta é encontrada praticamente em todo território brasileiro, sendo considerada pelos agricultores como uma erva daninha, pois tem alto potencial competitivo, podendo ser hospedeira de nematóides, fungos e pulgões prejudiciais a lavoura.

Esta plantinha também têm o seu potencial farmacológico, sendo usada para preparações medicinais. Por exemplo, os nativos da Amazônia a utilizam para tratar malária, hepatite e infecções.

Sobre a interessante forma de dispersão das sementes através das unidades de dispersão ou diásporos(do grego “diáspora” = dispersão) podemos acrescentar que este tipo de disseminação é chamada de epizoocoria, isto porque as sementes grudam nos pelos dos animaise estes as disseminam acidentalmente na natureza (as sementes pegam carona nos pelos dos animais). Tais sementinhas danadinhas têm alto poder de dormência, podendo levar até 10 anos para germinarem.

DICA No Portal do PROFESSOR tem roteiros de Aulas sobre este tema, consulte os endereços abaixo
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=15631
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=24831

Simplesmente Simples.


Somos Educadores, lidamos com pessoas, precisamos ser solidários com nossos semelhantes. Portanto, educadores e educadoras, parece-me que o mais importante para se considerar realizado é saber escutar, perceber que tudo está ligado a tudo, que a transformação é constante e que não é a TERRA que nos pertence, mas nós é que pertencemos a ela.
Hamilton Werneck.

domingo, 9 de setembro de 2012

ARMADILHAS ARTESANAIS: CAIÇARAS

Faz parte da cultura pesqueira alagoana a pesca através de armadilhas artesanais conhecidas como caiçaras. A palavra 'caiçara' tem origem tupi-guarani: ‘caa’ = pau, mato + ‘içara’ = armadilha, ou seja, armadilha feita de galhos e varas entrelaçados, utilizada pelos índios que, com o tempo, passou a identificar pescadores que utilizavam esse sistema artesanal de pesca. Os galhos das árvores dos manguezais são dispostos em círculo formando um cerco fixo. Ao se aproximar do mangue o cardume de peixe acaba entrando no cerco (conhecido também como curral), ficando ali retido até a chegada do pescador. Como pesca de subsistência artesanal é uma importante atividade econômica, cultural e de identidade do CELMM. Porém os pescadores devem ser orientados a retirarem APENAS galhos, preservando assim os manguezais da região.





O EXERCÍCIO DIÁRIO DE VER E PERCEBER

VER E PERCEBER

"Ver" é um dos sentidos de privilegio unicamente dos olhos, já o sentido de "perceber" é mais abrangente, pois se pode perceber coisas, utilizando o sentido do tato, olfato, paladar e até mesmo da instituição. Perceber algo, pode ser conclusivo,pode ser algo concreto ou abstrato.

Ver é o simples fato de olhar para algo e enxergá-lo.
Já perceber é quando se observa detalhes.

Muitas vezes usamos essas palavras como sinônimo para designar o simples ato de olhar.
A capacidade de olhar e perceber muito do que se apresenta aos nossos olhos nos remete a um comportamento que deve ser cultivado a todo instante.

A leitura do poema "Ver vendo", de Otto Lara Rezende, nos faz refletir sobre isto.Vamos então ao POEMA:

De tanto ver, a gente banaliza o olhar - vê... não vendo.
Experimente ver, pela primeira vez, o que você vê todo dia sem ver.
Parece fácil, mas não é: o que nos cerca, o que nos é
Familiar, já não desperta curiosidade.
O campo visual da nossa retina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que você vê no caminho, você não sabe.
De tanto ver, você banaliza o olhar. Sei de um profissonal que,
Passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.
Lá estava sempre, pontualíssimo, o porteiro. Dava-lhe bom dia e,
Às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência.

Um dia o porteiro faleceu. Como era ele? Sua cara? Sua voz?
Como se vestia? Não fazia a mínima ideia.
Em 32 anos nunca conseguiu vê-lo.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se, um dia, em seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito,
Pode ser, também, que ninguém desse por sua ausência.
O hábito suja os olhos e baixa a voltagem. Mas há sempre
O que ver: gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos
Para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira
Vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que raramente vê o
Próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher.

Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos.
... é por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Fica ai uma REFLEXÃO
Será que temos visto e percebido as pessoas e as coisas ao nosso redor?
O exercício de fotografar aperfeiçoa o exercício do olhar. A fotografia amplia o sentido daquilo que vemos e percebemos.






Uma fotografia é sempre uma
imagem dupla:
mostra seu objeto e
– mais ou menos visível –
‘atrás’, o ‘contradisparo’,
a imagem daquele que
fotografa, no momento de
fotografar.
Win Wenders


15ª CRE - URAP - Glaucia Esteves da Silva

POR DENTRO DO CELMM

Escolhi a fotografia para o calendário ambiental do mês de Setembro do CELMM. Mas você sabe o que é CELMM?


CELMM é a sigla do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba, localizado no Estado de Alagoas, Brasil. Encontra-se situado no nível da planície litorânea,estando delimitado pelas encostas dos tabuleiros costeiros de Alagoas. O Complexo abrange sete municípios: Maceió, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro e Pilar. É formado pelos rios Mundaú, que desagua na lagoa de mesmo nome e pelos rios Paraíba do meio e Sumaúma, que desaguam na lagoa Manguaba. As duas lagoas se interligam em sua porção final, formando canais que terminam em uma única comunicação com o mar. A Lagoa Manguaba pois possui 42 km² e a Mundaú 27 km², existindo 12 km² de Zona de Canais. Esta região têm uma grande produtividade primária, porém é muito vulnerável ecológica e ambientalmente.



Conscientizar para preservar, esta tem sido a nossa proposta na 15ª CRE, quando inserimos os nossos alunos neste importante projeto de Educação Ambiental do IMA. Estamos levando os alunos em aulas de campo no barco-escola, dentro do Projeto Navegando com o Meio Ambiente. Nas aulas ministradas no barco-escola do IMA, os alunos recebem informações sobre os aspectos biológicos, sócio-econômicos e culturais do Complexo, sendo todo esforço feito para conscientizá-los sobre a importância de preservar este lugar.
É VIVENDO CONSCIÊNCIA e COM CIÊNCIA!
As fotos abaixo foram tiradas durante tais aulas e mostram a magnitude e fragilidade deste Bioma.






sábado, 8 de setembro de 2012

URTIGA EM FLOR

Singela e delicada, esta pequenina e alva flor, brota em meio a minúsculos pelos duros que cobrem as folhas e os caules e que, em contato com a pele, provoca comichão e irritação e, por vezes, dor, devido aos químicos naturais que estão na sua composição. Fiz esta foto ontem:
O que causa a ardência são substâncias secretadas por minúsculos pelos espalhados por toda a extesnão da planta. A parte inferior destes pelos possui muito cálcio, o que garante sua rigidez, entretanto sua ponta é frágil e pode se quebrar muito facilmente.

Entre as substãncias liberadas estão principalmente a histamina, acetilcolina e ácido fórmico (H2CO2- sua origem do latim formica, que significa formiga) que em contato com a pele, provocam vermelhidão, a dilatação dos vasos sangüíneos e inflamações de intensidades variáveis. Em caso de acidentes, passar leite de magnésio no local pode diminuir a dor.