segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ALGUMAS FOTOS EM HOMENAGEM AO DIA DO BIÓLOGO NO CECITE


Fizemos um cartaz com a reação iodo-amido, tinta invisível.







Comemoração do Dia do Biólogo


Hoje, no CECITE, participamos de um evento em homenagem ao nosso dia! A profissão biólogo foi regulamentada no Brasil pela lei Nº6.684 de 03 de Setembro de 1979. Este dia foi instituído como Dia do Biólogo e é comemorado em várias partes do Brasil através de atividades diversas.
No CECITE comemoramos assistindo vídeos, participamos de um Seminário sobre Horta Medicinal com a bióloga Maria Célia Aroucha Santos, nos confraternizamos num lanche delicioso e fizemos sabão líquido com a bióloga Silvana Nascimento Rodrigues. Agradecemos a toda equipe do CECITE pelo empenho, em especial a bióloga Nathaly Marques Silva Lima e ao químico Aristóphio Alves Filho, idealizadores do evento.





sábado, 1 de setembro de 2012

Galhas em folhas de mangue da APA de Santa Rita

Curiosa esta interação entre organismos. Em nossas aulas de campo, pela APA de Santa Rita, encontramos estas folhas galhadas:
"As galhas se caracterizam como transformações atípicas de tecidos e/ou órgãos vegetais, podendo ser causadas por ácaros, fungos, nematódeos ou insetos. São resultado de uma íntima associação entre a planta hospedeira e o agente indutor e podem ser induzidas em várias partes da planta"


Folha de Rhizophora mangle, fotos de Glaucia Esteves,Agosto/2012


A VIAGEM DE DARVIN A BORDO DO HMS BEAGLE – PARTE 1

Como vimos no post Cientistas que fizeram historia: Charles Darwin embarcou, aos 22 anos, naquela que seria a viagem da sua vida. A bordo do navio britânico HMS Beagle, ele iniciou uma viagem pelo mundo. Durante quase os cinco anos que durou a viagem, iniciada em 1831, Darwin visitou diversos locais da América do Sul (inclusive o Brasil) e da Austrália, além de vários arquipélagos tropicais. Já maduro Charles Darwin escreveu: "A viagem do Beagle foi de longe o acontecimento mais importante de minha vida e determinou toda a minha carreira".
O Beagle era uma corveta de três mastros da Marinha Real Inglesa, era comandado pelo jovem aristocrata Robert Fritz-Roy, que na época da expedição tinha 26 anos. Fritz-Roy não poupou despesas nos reparos e melhorias do Beagle, com o levantamento do convés e a instalação do melhor e mais recentes equipamentos de navegação. Ele contratou um construtor de instrumentos matemáticos para manter os 22 cronômetros posicionados dentro de sua cabine, e o primeiro oficial desenhista Augustus Earle. Adoecendo este na cidade de Montevideu, FitzRoy o substituiu por Conrad Martens, que estava no Rio de Janeiro a caminho da Índia e que recebeu o título de segundo oficial desenhista.
Charles Darwin foi convidado para a viagem depois que dois amigos de Fritz-Roy se recusaram a participar: O Reverendo Leonard Jenyns, vigário de Swaffham Bulbeck, e o professor de Charles Darwin, John Stevens Henslow, que tinham outros compromissos. Ambos indicaram Charles Darwin para a expedição. Fritz-Roy não conhecia Darwin, mas ao longo da viagem se tornaram grandes amigos.
Na viagem de exploração hidrográfica e cartográfica, Darwin foi admitido como naturalista, sua função era pesquisar a geologia, os animais e as plantas. Seus estudos renderam matéria-prima para a elaboração de A Origem das Espécies(1859).
Durante toda a expedição, Darwin escrevia suas observações em um diário de bordo, que mais tarde se transformou no livro A Viagem do Beagle, publicado em 1839. Ele teve a oportunidade de observar o mundo de tantas perspectivas diferentes, como poucas pessoas já fizeram: a cavalo, de mula, a pé, de navio, dentro das cavernas, no gelo da Patagônia, na Austrália e até nas ilhas do Oceano Índico.
Para Darwin, o Beagle funcionou como uma escola em alto mar. Durante a viagem ele aprimorou sua capacidade de observação, tornou-se um estudioso aplicado, um pesquisador interessado e um cientista brilhante.
Orientado pelo professor Henslow Darwin levou em sua bagagem o livro Princípios de Geologia (1830-1833, uma obra de três volumes), de Sir Charles Lyell (1797-1875). Darwin levou o primeiro volume de Princípios da Geologia com ele e pediu para que o segundo fosse-lhe enviado enquanto navegava. Mais tarde ele escreveu: "Parece que meus livros saíram da cabeça de Lyell." Além do livro de Lyell, Darwin também teve a influência das ideias do vigário inglês Thomas R. Malthus (1766 – 1834) na elaboração do conceito de seleção natural.
Bem, este post é apenas uma introdução da viagem de Darwin ao redor do mundo. É que tem tanta coisa interessante que envolve esta viagem que seria impossível descrevê-las em uma única postagem.
Continua na próxima semana...

A VIAGEM DE DARVIN A BORDO DO HMS BEAGLE


Sabe que eu estou gostando de fazer este levantamento sobre a biografia dos cientistas. Acredito ser muito importante, principalmente para nossas crianças e jovens, de escolas públicas e privadas, conhecer melhor a vida e as descobertas dos grandes cientistas. Narrar sobre a vida deles permite, ao aluno, entender um pouco melhor o tempo em que eles viveram, o que os fez ser famosos, como alcançaram o sucesso, atos que podem servir de exemplo. Porque inicialmente há um mito de que os cientistas são pessoas muito inteligentes, beirando a genialidade e que já nasceram prontas. Porém, ao conhecermos suas biografias podemos constatar que eles foram gente como a gente, tiveram que enfrentar problemas reais, dúvidas e, muitas vezes, discriminações. O fato de terem deixado um legado para humanidade não os tornam infalíveis, até porque a ciência é feita através de tentativa e erro. Então, qualquer pessoa pode ser cientista, basta que se preocupe em estudar um campo qualquer e desenvolva seu raciocínio de forma lógica, que bole hipóteses plausíveis de refutação, e que esteja aberto a discussões, principalmente, passível a erros.
Bem, agora vamos ao tema do post: A viagem de Darwin a bordo do HMS Beagle – PARTE I